Depois de amores, paixões e quase amor, me vem a cabeça uma cuiriosidade infantil. Por onde anda meu primeiro amor, a primeira grande paixão, sabe aquela do frio na barriga?
Será que esta muito longe, casada, com filhos e muito feliz, com sua vida normal que sempre sonhou?
Desejo que sim, e não me imporo em saber que ela não esta comigo, ne verdade fico feliz por isso, seria insuportavel nossas vidas, as diferenças eram claras e nossa separaçao e perda total de contato foi a melhor coisa, é estranho como não existe nem a amizade. Entao esse papo que todo mundo escuta, "a amizade continua", é na verdade uma grande mentira, pura besteira.
Eramos agua e óleo, mas o amor esconde tantas coisas. Ela era exatamente o oposto de mim, detestava bagunça, odiava palavrões e com certeza seria contra a vida que levo hoje, não imagino ela vendo um show meu, ou aguentando ensaios cansativos ao meu lado, muito menos noites e noites de muito alcool e ...bom deixa o resto pra lá!!
Mas tinha suas virtudes, na verdade eram muitas, o fato de não se parecer comigo a tornou exatamente a mulher que todos sonham, eu não sou o melhor exemplo de como se leva a vida, mas ela sim, sua meiguice e sencibilidade afloravam a qualquer olhar, sua beleza notavel me fazia morrer de ciumes, e sua extrema força de seduçao me deixava sem forças para lutar, me entregava a ela e a seus lençois perfumados, com um só olhar!
Mas em uma tarde de um ano que passou muito rapido, tudo terminou, de uma forma estranha, pensava-mos que seria só mais uma separaçao pra depois uma volta emocionante, mas na verdade foi a ultima vez, não tinhamos motivos para voltar, e finalmente o amor tinha acabado.
Enfim, hoje torço pra ela ter achado o cara perfeito, sua alma gemea, o cara que não fala palavrões e muito menos toque guitarra ou qulquer coisa que faça barulho. Espero que ela viva o que sempre sonhou, ter uma familia e viver normalmente com uma pessoa que acorda as seis e va dormir as vinte e duas horas, eu não consiguiria acordar na hora que vou dormir.
Eu estou aqui, o amor passou há tempos e depois desse veio outro amor e outro e com certeza virá um novo, e estou pronto pra viver, pois na vida temos de viver..nada mais que isso, simplemente viver!
Sunday, October 29, 2006
Wednesday, October 18, 2006
ROSA PISADA, DOR ANUNCIADA
Hoje sem querer pisei em uma rosa, e os espinhos feriram meu pé, me virei para ver e percebi que a rosa já tinha sido pisada antes, entao senti ciumes. Ouvi uma musica antiga e chata tocar no radio, percebi que o tempo passa, pois a dois segundos atráz a canção nem era tão chata assim.
Resolvi lembrar pelas fotos como era a vida antes, decepção foi saber que a vida sempre foi assim, nem que tentemos mudar,a vida é imutável, talvez consigamos maquiar os dias e disfarçar os anos, mas a vida em sí nunca muda.
Meus caminhos ainda são os mesmos, e as ruas só brotaram mais casas, porem nunca consigo me perder, quem me dera errar uma viela e entrar por onde nunca fui.
Nos jornais, as noticias velhas se tornam machetes, na televisão o sangue continua a jorrar, e nas pessoas nas ruas, a mecanica do automatico, a inércia temperada com cequeira e a absurda falta de vontade de não sermos totalmente sem vontade própria.
Parece contradiçao? Na verdade é isso mesmo, mas ninguem percebe , não percebemos nem os dias passarem, nos perguntamos sempre com uma falsa supresa.."nossa como a semana passou rápido!?"...
A rosa que pisei, outro ja pisou, e mesmo assim estava lá para ser pisada. Ninguem lembra do seu perfume e muito muito menos de qual roseira saiu, porem o chão é algo que só vemos quando não temos mais para onde olhar...então baixamos a cabeça como gados e fingimos tristeza e desolamento, falso como cristal que não canta.
Como disse outro, outrora, povo marcado...
Eu me incluo no mundo que vivemos, me incluo com culpa e remorso de não ter varrido meu quintal, talvez assim não pisaria na rosa, ou entao, saberia ao menos que ela tinha espinhos. Mas depois que pisei, soube enfim, só nos importamos quando a dor é na gente...
Resolvi lembrar pelas fotos como era a vida antes, decepção foi saber que a vida sempre foi assim, nem que tentemos mudar,a vida é imutável, talvez consigamos maquiar os dias e disfarçar os anos, mas a vida em sí nunca muda.
Meus caminhos ainda são os mesmos, e as ruas só brotaram mais casas, porem nunca consigo me perder, quem me dera errar uma viela e entrar por onde nunca fui.
Nos jornais, as noticias velhas se tornam machetes, na televisão o sangue continua a jorrar, e nas pessoas nas ruas, a mecanica do automatico, a inércia temperada com cequeira e a absurda falta de vontade de não sermos totalmente sem vontade própria.
Parece contradiçao? Na verdade é isso mesmo, mas ninguem percebe , não percebemos nem os dias passarem, nos perguntamos sempre com uma falsa supresa.."nossa como a semana passou rápido!?"...
A rosa que pisei, outro ja pisou, e mesmo assim estava lá para ser pisada. Ninguem lembra do seu perfume e muito muito menos de qual roseira saiu, porem o chão é algo que só vemos quando não temos mais para onde olhar...então baixamos a cabeça como gados e fingimos tristeza e desolamento, falso como cristal que não canta.
Como disse outro, outrora, povo marcado...
Eu me incluo no mundo que vivemos, me incluo com culpa e remorso de não ter varrido meu quintal, talvez assim não pisaria na rosa, ou entao, saberia ao menos que ela tinha espinhos. Mas depois que pisei, soube enfim, só nos importamos quando a dor é na gente...
SOBRE O QUE?
Programas me dizem o que fazer, a televisão ligada só para quebrar o silêncio da noite. Lá fora um ruído de chuva, mas chuva pouca, nem vale a pena fechar a janela, gosto de sentir a brisa da noite.
Passam os segundos, minutos e horas e estou parado, olhando a luz quem vem do monitor, pensando o que escrever para sanar esse vicío, meus dedos sem nexo bailam e escrevem coisas sem sentido algum, é muita tarde para as cordas no vilão gritarem sentimento, então continuo escrevendo, me viciando em palavras e frases incertas.
Se pudesse escreveria um livro, mas não tenho suficiente imaginação para isso, além do mais sobre o que seria esse livro?
Todos os livros já foram escritos, e acho que ninguem pararia para ler sobre um assunto que com certeza já escreveram. Então prefiro escrever e escrever...montar imagens e lembranças, escrever para que alguem possa ler e voltar no tempo, ou mesmo sentir que escrevo com um destino, para quem ler.
Passam os segundos, minutos e horas e estou parado, olhando a luz quem vem do monitor, pensando o que escrever para sanar esse vicío, meus dedos sem nexo bailam e escrevem coisas sem sentido algum, é muita tarde para as cordas no vilão gritarem sentimento, então continuo escrevendo, me viciando em palavras e frases incertas.
Se pudesse escreveria um livro, mas não tenho suficiente imaginação para isso, além do mais sobre o que seria esse livro?
Todos os livros já foram escritos, e acho que ninguem pararia para ler sobre um assunto que com certeza já escreveram. Então prefiro escrever e escrever...montar imagens e lembranças, escrever para que alguem possa ler e voltar no tempo, ou mesmo sentir que escrevo com um destino, para quem ler.
Tuesday, October 10, 2006
NÓS
Espero que um dia possamos viver plenamente os sonhos construidos com base de areia...que as ondas passem e não destrua nossos castelos frageis e sem muros altos.
Espero que um dia possamos acordar e viver nossos defeitos e virtudes sem tentar corrigir a todo momento nossas vidas.
Somos um grão, somos raizes de uma arvore não plantada..somos nós.
Espero que um dia possamos acordar e viver nossos defeitos e virtudes sem tentar corrigir a todo momento nossas vidas.
Somos um grão, somos raizes de uma arvore não plantada..somos nós.
Monday, October 09, 2006
SOBRINHO DA MINHA TIA
Nas mais belas paisagens do mais belo céu, alguem olha por mim....
Tem olhar meigo, voz suave e entendimento de quem por toda vida entendeu a todos. Caminhou pela terra com a cabeça em pé, sofreu na pele a tristeza de que ousa viver a vida, lutou por tudo que julgava justo e nunca foi derrotada.
Hoje sou homem feito, em minhas lembranças mais claras de infancia sua imagem salta aos olhos, escutei palvras de consolo, palavras de orgulho, palavras de amor e conselhos que nunca, nem que eu tente, esquecerei...me mostrou o caminho bom, a rua sem buracos,me deu asas e abriu meus olhos, brigou comigo pr eu ter feito besteira, porem entendeu, nunca duvidou quando eu realmente falava a verdade, afinal era impossivel mentir pra ela, seu olhos não deixavam. Tinha um olhar que dizia.."Exijo a verdade..."
Quando fecho meus olhos, para pensar em coisas boas, lembro de uma senhora com vestido florido em uma cozinha, separando feijão, soprando o leite quente pra não queimar-mos a boca, contando historias de familia, olhando meus cadernos escolares...me defendendo das pessoas que duvidavam do meu carater.
Ela na terra, viveu se casou teve filhos, lutou e criou uma familia...sofreu e se levantou, venceu quando queria vencer, ficou doente e mesmo assim continuou lutando.
Não existe pessoas no mundo que tiveram um contato com ela que não lembre da sua força, da sua coragem de enfrentar a tudo, aos problemas mais dificeis ela simplesmente descobria a soluçao, não com magica, mas com verdade e sem um pingo de medo, não teve medo nem da morte, as vezes acho que a morte nunca teve uma adversaria tão forte.
E hoje quando penso em tudo que ela me fez, me bate um arrependimento de não ter falado oque deveria ser falado. Motivos não sei bem, talvez meu jeito de ser, mas tenho certeza que ela soube, porque algumas coisas não precisam ser ditas para serem sentidas.
Por isso, nas mais belas paisagens do mais belo céu, espero que ela me escute...pois não preciso gritar, basta pensar ou falar baixinho...."Tia Cida,obrigado..."
Tem olhar meigo, voz suave e entendimento de quem por toda vida entendeu a todos. Caminhou pela terra com a cabeça em pé, sofreu na pele a tristeza de que ousa viver a vida, lutou por tudo que julgava justo e nunca foi derrotada.
Hoje sou homem feito, em minhas lembranças mais claras de infancia sua imagem salta aos olhos, escutei palvras de consolo, palavras de orgulho, palavras de amor e conselhos que nunca, nem que eu tente, esquecerei...me mostrou o caminho bom, a rua sem buracos,me deu asas e abriu meus olhos, brigou comigo pr eu ter feito besteira, porem entendeu, nunca duvidou quando eu realmente falava a verdade, afinal era impossivel mentir pra ela, seu olhos não deixavam. Tinha um olhar que dizia.."Exijo a verdade..."
Quando fecho meus olhos, para pensar em coisas boas, lembro de uma senhora com vestido florido em uma cozinha, separando feijão, soprando o leite quente pra não queimar-mos a boca, contando historias de familia, olhando meus cadernos escolares...me defendendo das pessoas que duvidavam do meu carater.
Ela na terra, viveu se casou teve filhos, lutou e criou uma familia...sofreu e se levantou, venceu quando queria vencer, ficou doente e mesmo assim continuou lutando.
Não existe pessoas no mundo que tiveram um contato com ela que não lembre da sua força, da sua coragem de enfrentar a tudo, aos problemas mais dificeis ela simplesmente descobria a soluçao, não com magica, mas com verdade e sem um pingo de medo, não teve medo nem da morte, as vezes acho que a morte nunca teve uma adversaria tão forte.
E hoje quando penso em tudo que ela me fez, me bate um arrependimento de não ter falado oque deveria ser falado. Motivos não sei bem, talvez meu jeito de ser, mas tenho certeza que ela soube, porque algumas coisas não precisam ser ditas para serem sentidas.
Por isso, nas mais belas paisagens do mais belo céu, espero que ela me escute...pois não preciso gritar, basta pensar ou falar baixinho...."Tia Cida,obrigado..."
GAROA
Nas calmarias de mares antes tempestuosos me criei, ouvindo rezas e juras cheias de lagrimas eu cresci. Via o mundo sem entender, sua voltas e reviravoltas sem nexo me faziam vomitar, sentindo o gosto da amargura, dosei saudades com sonhos antigos.
Finalmene subi as escadas que me lavaram a um beco sem saida, que beco tem saida?
Palavras curtas, entendidas ao acaso, jogadas aos ventos e molhadas pela chuva. Disse e gritei, escrevi e apaguei depois, manchei maquiagens e borrei seu batom, me arrependi pelo não dito e disse depois o que depois me arrependi.
Vivo a vida como se bebe um vinho barato, doce na boca e amargo na alma, disfarço minhas alegrias para não quebrarem meu escudo arranhado. Caminho por aí, sem saber em qual esquina meus passos me levam.
Nas ondas nervosas de um mar antes tão calmo viverei, esperando marés e cantando para lua, curtindo a garoa que prevê a chuva, e que ela bata na janela fazendo musica para eu dormir.
Finalmene subi as escadas que me lavaram a um beco sem saida, que beco tem saida?
Palavras curtas, entendidas ao acaso, jogadas aos ventos e molhadas pela chuva. Disse e gritei, escrevi e apaguei depois, manchei maquiagens e borrei seu batom, me arrependi pelo não dito e disse depois o que depois me arrependi.
Vivo a vida como se bebe um vinho barato, doce na boca e amargo na alma, disfarço minhas alegrias para não quebrarem meu escudo arranhado. Caminho por aí, sem saber em qual esquina meus passos me levam.
Nas ondas nervosas de um mar antes tão calmo viverei, esperando marés e cantando para lua, curtindo a garoa que prevê a chuva, e que ela bata na janela fazendo musica para eu dormir.
Wednesday, September 27, 2006
AS NOVAS VELHAS RUAS
Certa vez eu andava pela rua e vi um menino, tinha seus onze ou doze anos de idade, pés no chao e com roupa suja. Ele tinha em seu olhar uma coisa que não sabia muito o que era, um certo ar de alegria, um certo ar de esperança.
Não contente com minha curiosides persistente, cheguei meio sem graça e perguntei:
"Onde voce mora menino?"
"Moro por aqui, perto dalí"
"E o que faz aqui nesse frio?"
"Moro aqui, minha casa é gelada, mas me esquento nestas grades do chao, as vezes solta uma ventania que serve de coberta"
" E se chove?"
" Aí me complico, tenho de ir pra lí"
"Mas se chove aqui, chove alí tambem"
"Mas alí tem cobertura, passa onibus e joga agua, mas se eu for esperto me esquivo e saio seco"
"Hum, esperto logo ví que você é, mas quando come?"
"Como o que não querem mais, se a gula despreza meio pão, minha fome agradece...vezes outra um senhor gordo me paga almoço, mas se vem segunda, terça me viro nas esquinas."
"Trabalha nas esquinas, faz o que?"
"Limpo carros, vendo doce, apesar que anda ruim esses dias"
" E escola, sabe ler?"
" Sei não, mas sei contar."
"Me da pena, vendo voce me sinto mal"
" Ora! Que papo de mentira, olha pra mim porque entao se ninguem olha?"
"Sei lá, voce passou pelas minhas vistas"
" Bem sei disso, ontem mesmo te pedi trocado e quase que me passou por cima, pressa mata seu coitado"
"Coitado? Que coisa é essa? Estranho vindo de voce!"
"Eu sou assim, mas sou novo e tenho forças, mas voce ja passa da idade, e como vejo que sempre passa por aqui sosinho, dia a dia, tenho dito...coitado sim"
"E voce não esta sosinho??"
" Estar sosinho é uma coisa, ser sosinho é outra"
" Que lorota é essa de voce não estudar, como fala coisa dessas e nem mesmo sabe ler"
"leio com os ouvidos, e escuto muitas coisas, quem não pode voar, ao menos tem de andar com equilibrio"
"Mas que diabos!! Quantos anos tem"
"Quantos anos me dá"
"Sei lá, onze pra doze"
" Que seja isso, não sem quando nasci, só sei o que minha mãe me disse, que quando nasci, nasci pra ser livre"
" E sua mãe onde esta?"
"Tá com Deus, Deus quis ter mãe tambem, e entendi, tinha de ser a melhor mãe do mundo, e que outra mão seria entao?"
"E seu pai?"
"Ah, meu pai sei não senhor!"
"Toma aqui um trocado, pra comida viu moleque!"
"Obrigado, mas pra que seria entao?"
"Ah bem vejo por aqui alguns cheirando cola"
"Isso é verdade, mas se fosse eu aí sim estaria sosinho"
"Olha aqui, me vejo espantado, suas palavras sao estranhas pra alguem como voce!"
"Como sabe disso se nunca falou comigo antes, alguem como eu pode dizer coisas que alguem como voce não posso ouvir"
"Tude bem, meu relogio me lembrou, pego de conversa e minha hora se passou"
"Vai com Deus"
"Voce tambem, naõ fica sosinho por aí"
" Eu Tô naõ senhor, você que tá"
No outro dia no mesmo horario, passei pela rua e ele não estava mais lá, no chão, nas grades do metrô um cobertor velho e um bilhete..." A quem interessar, fui ver minha mãe, não aquentei saudades...."
"Anjos aparecem vestidos de carde e osso, sem asas e com roupas velhas, eles indicam o caminho e se nossa cegueira permitir, vemos uma nova rua onde essa mesma rua nos pareceu um dia tão velha"
Não contente com minha curiosides persistente, cheguei meio sem graça e perguntei:
"Onde voce mora menino?"
"Moro por aqui, perto dalí"
"E o que faz aqui nesse frio?"
"Moro aqui, minha casa é gelada, mas me esquento nestas grades do chao, as vezes solta uma ventania que serve de coberta"
" E se chove?"
" Aí me complico, tenho de ir pra lí"
"Mas se chove aqui, chove alí tambem"
"Mas alí tem cobertura, passa onibus e joga agua, mas se eu for esperto me esquivo e saio seco"
"Hum, esperto logo ví que você é, mas quando come?"
"Como o que não querem mais, se a gula despreza meio pão, minha fome agradece...vezes outra um senhor gordo me paga almoço, mas se vem segunda, terça me viro nas esquinas."
"Trabalha nas esquinas, faz o que?"
"Limpo carros, vendo doce, apesar que anda ruim esses dias"
" E escola, sabe ler?"
" Sei não, mas sei contar."
"Me da pena, vendo voce me sinto mal"
" Ora! Que papo de mentira, olha pra mim porque entao se ninguem olha?"
"Sei lá, voce passou pelas minhas vistas"
" Bem sei disso, ontem mesmo te pedi trocado e quase que me passou por cima, pressa mata seu coitado"
"Coitado? Que coisa é essa? Estranho vindo de voce!"
"Eu sou assim, mas sou novo e tenho forças, mas voce ja passa da idade, e como vejo que sempre passa por aqui sosinho, dia a dia, tenho dito...coitado sim"
"E voce não esta sosinho??"
" Estar sosinho é uma coisa, ser sosinho é outra"
" Que lorota é essa de voce não estudar, como fala coisa dessas e nem mesmo sabe ler"
"leio com os ouvidos, e escuto muitas coisas, quem não pode voar, ao menos tem de andar com equilibrio"
"Mas que diabos!! Quantos anos tem"
"Quantos anos me dá"
"Sei lá, onze pra doze"
" Que seja isso, não sem quando nasci, só sei o que minha mãe me disse, que quando nasci, nasci pra ser livre"
" E sua mãe onde esta?"
"Tá com Deus, Deus quis ter mãe tambem, e entendi, tinha de ser a melhor mãe do mundo, e que outra mão seria entao?"
"E seu pai?"
"Ah, meu pai sei não senhor!"
"Toma aqui um trocado, pra comida viu moleque!"
"Obrigado, mas pra que seria entao?"
"Ah bem vejo por aqui alguns cheirando cola"
"Isso é verdade, mas se fosse eu aí sim estaria sosinho"
"Olha aqui, me vejo espantado, suas palavras sao estranhas pra alguem como voce!"
"Como sabe disso se nunca falou comigo antes, alguem como eu pode dizer coisas que alguem como voce não posso ouvir"
"Tude bem, meu relogio me lembrou, pego de conversa e minha hora se passou"
"Vai com Deus"
"Voce tambem, naõ fica sosinho por aí"
" Eu Tô naõ senhor, você que tá"
No outro dia no mesmo horario, passei pela rua e ele não estava mais lá, no chão, nas grades do metrô um cobertor velho e um bilhete..." A quem interessar, fui ver minha mãe, não aquentei saudades...."
"Anjos aparecem vestidos de carde e osso, sem asas e com roupas velhas, eles indicam o caminho e se nossa cegueira permitir, vemos uma nova rua onde essa mesma rua nos pareceu um dia tão velha"
Ser nomal é alguma coisa que nunca fui, não sei o que é dormir na hora certa, ou acordar antes do sol nascer, porém o que é normal? Usar jeans com tenis, trabalhar a semana toda e ir ao cinema nos sabados, pipocas com dvd aos domingos?
Rótulos e mais rótulos, somos como mercadorias com nossos codigos de barra, em uma imensa prateleira desse mercado que se chama mundo, estou cansado disso. Essa rotina cruel nos martela sem misericordia dizendo.."acorde, respire, ande, fale, durma!
Mas se não sou normal, o que sou então? O que é o oposto da normalidade?
Ser polemico talvez não seja normal, vestir-se fora das regras talvez não seja normal, mas se hoje em dia todos são polemicos e todos seguem suas proprias regras, caimos de novo na rotina!
Estamos em um beco sem saida, sem portas ou janelas, sem perigo de fuga para os que nos prendem, nós mesmos. Paramos de pensar, muito menos perguntamos o porque, simplesmente seguimos as correntezas, todos os dias...regras e regras, baixamos a cabeça e não duvidamos de ordens que nos são dadas, pule no poço..."sim senhor".
Será que existe um meio termo, ou um meio de quebrar-mos as as correntes que aos poucos nos prendem, dia a dia?
Não sei, só sei que caminhamos para um lugar onde não passaremos de simples robôs, programados para não pensar, ou simplesmente sem a capacidade de perguntar uma só palavra..."porque?"
Rótulos e mais rótulos, somos como mercadorias com nossos codigos de barra, em uma imensa prateleira desse mercado que se chama mundo, estou cansado disso. Essa rotina cruel nos martela sem misericordia dizendo.."acorde, respire, ande, fale, durma!
Mas se não sou normal, o que sou então? O que é o oposto da normalidade?
Ser polemico talvez não seja normal, vestir-se fora das regras talvez não seja normal, mas se hoje em dia todos são polemicos e todos seguem suas proprias regras, caimos de novo na rotina!
Estamos em um beco sem saida, sem portas ou janelas, sem perigo de fuga para os que nos prendem, nós mesmos. Paramos de pensar, muito menos perguntamos o porque, simplesmente seguimos as correntezas, todos os dias...regras e regras, baixamos a cabeça e não duvidamos de ordens que nos são dadas, pule no poço..."sim senhor".
Será que existe um meio termo, ou um meio de quebrar-mos as as correntes que aos poucos nos prendem, dia a dia?
Não sei, só sei que caminhamos para um lugar onde não passaremos de simples robôs, programados para não pensar, ou simplesmente sem a capacidade de perguntar uma só palavra..."porque?"
Sunday, August 20, 2006
SERIA ASSIM TÃO FACIL?
Quem me dera fechar os olhos e acordar outra pessoa, e assim me procurar no mundo e dizer assim pra mim;
"Ei lembre-se de quem você é, e volte a ser a pessoa que matou!"
"Ei lembre-se de quem você é, e volte a ser a pessoa que matou!"
ÉPICO
Caminhei por entre larvas de vulcões ativos e não me queimei
Olhei o sol de frente sem medo e não fiquei cego...
Voei muitas vezes sobre a terra, e minhas asas não se cansaram
Sequei copos, me embebedei mas não mostrei fraqueza!
Escrevi com pena seca e mesmo assim pude ler depois
Imaginei uma vida feliz e senti saudades do desconhecido
Chorei com poesias e dancei com musicas felizes, mas acordei
Ví de longe olhos de lagrimas e senti amor, mas não amei!
Vivi e vivo sempre, sem saber onde meu passo me leva
Descobri segredos profundos sem ter para quem contar
Batalhei contra dragões e mesmo ferido venci a guerra
E ao meu lado esquerdo não tenho mais ninguem!
Vejo minha face transformar-se em face calma
A inércia desse vida me transtorna à gota d'agua
faço poeira quando ando e pegadas em corações
Deixo para tráz minhas lembranças e pego escudo para lutar!
Mas sinto medo desse fim, tenho pena de mim por você
Por onde andas sem meu corpo e minha alma?
O que domina sua mente que tambem é meu espirito?
Quero voltar para mim de novo e deixar de sentir minha falta!
E foi assim que finalmente perdi...
Olhei o sol de frente sem medo e não fiquei cego...
Voei muitas vezes sobre a terra, e minhas asas não se cansaram
Sequei copos, me embebedei mas não mostrei fraqueza!
Escrevi com pena seca e mesmo assim pude ler depois
Imaginei uma vida feliz e senti saudades do desconhecido
Chorei com poesias e dancei com musicas felizes, mas acordei
Ví de longe olhos de lagrimas e senti amor, mas não amei!
Vivi e vivo sempre, sem saber onde meu passo me leva
Descobri segredos profundos sem ter para quem contar
Batalhei contra dragões e mesmo ferido venci a guerra
E ao meu lado esquerdo não tenho mais ninguem!
Vejo minha face transformar-se em face calma
A inércia desse vida me transtorna à gota d'agua
faço poeira quando ando e pegadas em corações
Deixo para tráz minhas lembranças e pego escudo para lutar!
Mas sinto medo desse fim, tenho pena de mim por você
Por onde andas sem meu corpo e minha alma?
O que domina sua mente que tambem é meu espirito?
Quero voltar para mim de novo e deixar de sentir minha falta!
E foi assim que finalmente perdi...
Monday, August 07, 2006
CONTROLE VOCÊ TAMBEM O PIERROT MARIONETE
Nossa que conforto, não posso querer mais nada alem disso, pois não penso por mim e não sou dono de nada, ando por aí, como todos querem, e ando com vendas por que não posso olhar o que não posso ter.
Sinto os cordões em meus braços me apertarem, mas nem ligo, marionete não tem desejo, só dança para provocar rizos, sou feliz assim, danço, pulo, conto piadas...Mas não piadas fortes, porque assim podem me censurarem.
Mas as vezes rapaz, eu sinto...É uma coisa estranha mas dentro de mim eu sinto, não sei bem o que é isso, mas é bom. E tenho cuidado porque podariam-me de novo, digo de novo porque na ultima vez que senti, criou-se uma lagrima tatuada bem debaixo do meu olho esquerdo, e ela fica lá, como uma sinal, como se marca gado sabe...pois é...triste né?
Mesmo que seja triste, eu não sei o que é tristeza..na verdade ninguem sabe, sentimos uma fraçao de tristeza, porque tristeza mesmo sente quem ama, e eu não amo, se amo não sei....Amor é uma coisa misterisosa para um marionete, quando os cordões afrouxam um pouco acho que amo, mas se me deixa muito tempo solto sinto falta do ciumes.
Deixe-me ir agora, tenho muitas coisas a fazer ainda, entrar em contradiçao é muito facil para mim, pois não posso ser condenado por nada, faço o que mandam e gosto disso, o que sentia a pouco passou, olhei agora no espelho e vi minha lagrima me chamar.
Sinto os cordões em meus braços me apertarem, mas nem ligo, marionete não tem desejo, só dança para provocar rizos, sou feliz assim, danço, pulo, conto piadas...Mas não piadas fortes, porque assim podem me censurarem.
Mas as vezes rapaz, eu sinto...É uma coisa estranha mas dentro de mim eu sinto, não sei bem o que é isso, mas é bom. E tenho cuidado porque podariam-me de novo, digo de novo porque na ultima vez que senti, criou-se uma lagrima tatuada bem debaixo do meu olho esquerdo, e ela fica lá, como uma sinal, como se marca gado sabe...pois é...triste né?
Mesmo que seja triste, eu não sei o que é tristeza..na verdade ninguem sabe, sentimos uma fraçao de tristeza, porque tristeza mesmo sente quem ama, e eu não amo, se amo não sei....Amor é uma coisa misterisosa para um marionete, quando os cordões afrouxam um pouco acho que amo, mas se me deixa muito tempo solto sinto falta do ciumes.
Deixe-me ir agora, tenho muitas coisas a fazer ainda, entrar em contradiçao é muito facil para mim, pois não posso ser condenado por nada, faço o que mandam e gosto disso, o que sentia a pouco passou, olhei agora no espelho e vi minha lagrima me chamar.
O MUNDO CHEIRA A POLVORA
Sentindo no ar um leve cheiro de esperança, me perco em pensamentos insanos de quem não faz nada para se ter esperanças...
Muros quebrados e crianças correndo em desespero, vi um homen carregar no colo sua filha morta por um estrondo seguindo se sangue e dor..dor..dor..e escuro, poeira de ruínas que outrora foi lar, um lar quebrado, mas agora ruínas.
Em nome do santo, em nome do pai...quem filhos matam por segueira religiosa, que filho se mata alem de um filho que não tem pai, não sou filho desse pai, sou filho de outro pai...
Pai na justiça e da paz, pai da calma e paciencia...pai de quem quer sossego e seus filhos vivos...o Pai.
Vi uma rosa tao vermelha e linda que seu contraste com todo cenario, me fez sentir pena de mim...ah coitado de mim que não sei o que é paz e fico aqui deitado na cama esperando o mundo explodir, meu travesseiro é meu amigo e meu cobertor minha fuga e esconderijo.
Bombas e bombas nos cobrem, o ar pesado e funebre precede outra explosao e outras mortes, outras...e outras...!
Mas continuaremos aqui, deitados pensando na desculpa que vamos dar pela falta no trabalho, tudo perde os sentidos, tudo é fútil e banal, mais um corpo decapitado, e daí?
Vamos comemorar e beber até cair, vamos dar rizadas e contar mentiras, vamos dançar até o sol rair e esquecer que estamos no fim...
Talvez assim possamos fingir não saber que fazemos parte desse mundo dividido e cruel, mundo podre, passado e caído ao chao. Esperança...sim ainda sinto o cheiro, mas a polvora deixa no seu rastro um odor de tristeza e desanimo, falta-me forças para tentar mudar.
Vamos para casa, hoje vai passar um filme bom de noite, esqueçamos que a cada segundo caimos em um abismo sem fim, entramos em um tunel sem "outro lado"...
É...vamos fazer isso, afinal embaixo da minha cama não existe guerra, e lá não sou covarde..ah..deixá pra lá, vai começar o filme.
Muros quebrados e crianças correndo em desespero, vi um homen carregar no colo sua filha morta por um estrondo seguindo se sangue e dor..dor..dor..e escuro, poeira de ruínas que outrora foi lar, um lar quebrado, mas agora ruínas.
Em nome do santo, em nome do pai...quem filhos matam por segueira religiosa, que filho se mata alem de um filho que não tem pai, não sou filho desse pai, sou filho de outro pai...
Pai na justiça e da paz, pai da calma e paciencia...pai de quem quer sossego e seus filhos vivos...o Pai.
Vi uma rosa tao vermelha e linda que seu contraste com todo cenario, me fez sentir pena de mim...ah coitado de mim que não sei o que é paz e fico aqui deitado na cama esperando o mundo explodir, meu travesseiro é meu amigo e meu cobertor minha fuga e esconderijo.
Bombas e bombas nos cobrem, o ar pesado e funebre precede outra explosao e outras mortes, outras...e outras...!
Mas continuaremos aqui, deitados pensando na desculpa que vamos dar pela falta no trabalho, tudo perde os sentidos, tudo é fútil e banal, mais um corpo decapitado, e daí?
Vamos comemorar e beber até cair, vamos dar rizadas e contar mentiras, vamos dançar até o sol rair e esquecer que estamos no fim...
Talvez assim possamos fingir não saber que fazemos parte desse mundo dividido e cruel, mundo podre, passado e caído ao chao. Esperança...sim ainda sinto o cheiro, mas a polvora deixa no seu rastro um odor de tristeza e desanimo, falta-me forças para tentar mudar.
Vamos para casa, hoje vai passar um filme bom de noite, esqueçamos que a cada segundo caimos em um abismo sem fim, entramos em um tunel sem "outro lado"...
É...vamos fazer isso, afinal embaixo da minha cama não existe guerra, e lá não sou covarde..ah..deixá pra lá, vai começar o filme.
Wednesday, July 26, 2006
AS AVENTURAS DE QUEM NUNCA SENTIU
Você é minha fuga, minha alma e minha coragem...mas você não liga
És minha vida, meu tormento e minha ferida...mas você não percebe
Ouço sua voz e caminho sosinho pelos campos molhados da minha mente,
Percorro estradas velhas, e mesmo assim voce some...
Não sei mais o que fazer e nem se desmancho minhas malas pesadas
Sou como passaro molhado e ferido, lutando pra viver e me perco
Já não sei voar, já não sei viver sem voce e respiro com dificuldades
Não vou mais ficar aqui pra sempre, preciso aprender e aprender!
És minha vida, meu tormento e minha ferida...mas você não percebe
Ouço sua voz e caminho sosinho pelos campos molhados da minha mente,
Percorro estradas velhas, e mesmo assim voce some...
Não sei mais o que fazer e nem se desmancho minhas malas pesadas
Sou como passaro molhado e ferido, lutando pra viver e me perco
Já não sei voar, já não sei viver sem voce e respiro com dificuldades
Não vou mais ficar aqui pra sempre, preciso aprender e aprender!
QUE COISA...
Muitas vezes eu percebi que o mundo girava, tentei pular dessa loucura mas tive medo de cair no espaço. Foi entao que de um sonho acordei, nossa que coisa, queria não ter acordado.
Exitia um grande muro, e tijolos resistentes, existia uma homem que sempre me lembrava de quem eu era me jogando na cara meus defeitos. Eu acordei no exato momento em que me rebelava contra isso.
Simplemente sentei no chão e fiquei parado enquanto o mundo continuava a girar...
Exitia um grande muro, e tijolos resistentes, existia uma homem que sempre me lembrava de quem eu era me jogando na cara meus defeitos. Eu acordei no exato momento em que me rebelava contra isso.
Simplemente sentei no chão e fiquei parado enquanto o mundo continuava a girar...
Saturday, June 10, 2006
VÍCIO
Corre em minhas veias um vício, ele me suga o tempo todo, me transforma em algo que não sou. Fico acordado de noite andando pelo quarto apertado que é meu mais novo amigo, deito no chão pra sentir o gelado no meu corpo, sossego...paz.
O suor escorre como se fossem agua corrente jorrada de um rio sujo, poluido, que nem mesmo os loucos ousam entrar. Rio que não refresca, não dá peixe e não permite navega-lo.
Pesadelos terriveis, sonhos tristes e calor, muito calor. Me poupo de pensar, vivo inerte frente ao escuro da minha alma, meu vício me consome, tem meu corpo, tem, minha vida e meu pensamento. Sou mal, me machuco muitas vezes para poder ter a certeza que continuo vivo, quando percebo que ainda ando pelo mundo, eu choro.
Ontem saí correndo pela rua como um louco, acordei em um beco esfumaçado de um bairro qualquer, marcas de batons pelo meu corpo me jogava na cara minha culpa, minhas duvidas e meus crimes. Eram pensamentos terriveis, monstros se criavam a meu redor, sem controle e furiosos, comendo o concreto em que me apoiava, levando de mim minha amada, levando para longe meus carinhos e me fazendo esquecer que um dia fui bom, um dia amei e um dia sonhei em sonhar em paz.
Mas tinha o vicio, e ele corria a mais de cem pelas minhas veias, como que flutuando vivia meus dias, olhando no relogio, angustiado com a ideia de o tempo ser tão lento.
Queria que parasse, tudo, queria de repente ser só um movel de uma casa, ou um gelo que se derrrete e escorre pela pia, ou absolvido pelo alcool. Queria que tudo voltasse, que você voltasse, queria que meu vício parasse.
Já não tenho mais vontade, uma palavra certa não é sou, mas sim, era...
O suor escorre como se fossem agua corrente jorrada de um rio sujo, poluido, que nem mesmo os loucos ousam entrar. Rio que não refresca, não dá peixe e não permite navega-lo.
Pesadelos terriveis, sonhos tristes e calor, muito calor. Me poupo de pensar, vivo inerte frente ao escuro da minha alma, meu vício me consome, tem meu corpo, tem, minha vida e meu pensamento. Sou mal, me machuco muitas vezes para poder ter a certeza que continuo vivo, quando percebo que ainda ando pelo mundo, eu choro.
Ontem saí correndo pela rua como um louco, acordei em um beco esfumaçado de um bairro qualquer, marcas de batons pelo meu corpo me jogava na cara minha culpa, minhas duvidas e meus crimes. Eram pensamentos terriveis, monstros se criavam a meu redor, sem controle e furiosos, comendo o concreto em que me apoiava, levando de mim minha amada, levando para longe meus carinhos e me fazendo esquecer que um dia fui bom, um dia amei e um dia sonhei em sonhar em paz.
Mas tinha o vicio, e ele corria a mais de cem pelas minhas veias, como que flutuando vivia meus dias, olhando no relogio, angustiado com a ideia de o tempo ser tão lento.
Queria que parasse, tudo, queria de repente ser só um movel de uma casa, ou um gelo que se derrrete e escorre pela pia, ou absolvido pelo alcool. Queria que tudo voltasse, que você voltasse, queria que meu vício parasse.
Já não tenho mais vontade, uma palavra certa não é sou, mas sim, era...
ESCONDERIJO
Eu estava tão longe, estava gostando de estar alí. Por muito tempo duvidei da felicidade e colocava em prova o destino com suas armadilhas.
Era um lugar bonito e calmo, suasmontanhas elevadas aos céus não tinham igual em qualquer outra parte que me lembro. Não havia barulho, nem mesmo uma unica voz, nem mesmo sons de passaros ou qualquer outro animal...não havia nada, nada.
Eu estava sentado em uma pedra pequena observando o mundo a minha frente, mostrei medo de voltar, chorei até não ter mais lagrimas, porem depois de dias a fio sem pensar, parei.
Chovia, as gotas eram como flexas no meu corpo. As nuvens que se formaram no ceú desenhavam a silhueta de um rosto de mulher, eu observava com tristeza e melancolia a cena, voltei a chorar.
Esta só...nem mesmo comigo eu estava. Precisava de alguem, falar, gritar e sentir, nem que fosse dor. Jurei aos céus nunca mais viver isso, porem muitas vezes não cumpro minhas juras, foi então que desisti, nesse exato momento, de novo, parei.
Estou só de novo, completamente só...
Era um lugar bonito e calmo, suasmontanhas elevadas aos céus não tinham igual em qualquer outra parte que me lembro. Não havia barulho, nem mesmo uma unica voz, nem mesmo sons de passaros ou qualquer outro animal...não havia nada, nada.
Eu estava sentado em uma pedra pequena observando o mundo a minha frente, mostrei medo de voltar, chorei até não ter mais lagrimas, porem depois de dias a fio sem pensar, parei.
Chovia, as gotas eram como flexas no meu corpo. As nuvens que se formaram no ceú desenhavam a silhueta de um rosto de mulher, eu observava com tristeza e melancolia a cena, voltei a chorar.
Esta só...nem mesmo comigo eu estava. Precisava de alguem, falar, gritar e sentir, nem que fosse dor. Jurei aos céus nunca mais viver isso, porem muitas vezes não cumpro minhas juras, foi então que desisti, nesse exato momento, de novo, parei.
Estou só de novo, completamente só...
Wednesday, June 07, 2006
Cercas humidas
Cresci vendo gigantes lutarem ao redor de foqueiras, diziam uns para os outros que nada podiam derruba-los. Mentiram descaradamente jurando fidelidades e prometendo viagens e aventuras espetaculares.
Cresci aprendedendo a ver o tempo passar, sentindo brisas e ventos fortes, curtindo cama ou dormindo ao relento. Viví meio que suspenso,meio que transparente...longe de mim, longe de tí!
Cresci por mim, minhas pernas correram e minhas mãos acariciaram, meus dedos tocaram e minha boca sentiu gosto, amargo e doce, frio e quente, porém sou morno, feito de ferro fundido, trancado para fora de casa em noite de frio.
De repente parei de crescer, vi o mundo me engolir e me vomitar como comida estragada, felicidade passageira e tristeza infinita, fui pequeno, medio e grande, mas agora sou um reflexo de uma sombra, expulsa e crua.
Morri, frio e escuro, lagrimas jogadas fora de mulheres que não se lembram de mim e nem do meu rosto magoado. Canalha que sou disfarcei-me de morto, não esperando de verdade morrer, mas morri e agora estou aqui.
Eu parei de crescer...
Cresci aprendedendo a ver o tempo passar, sentindo brisas e ventos fortes, curtindo cama ou dormindo ao relento. Viví meio que suspenso,meio que transparente...longe de mim, longe de tí!
Cresci por mim, minhas pernas correram e minhas mãos acariciaram, meus dedos tocaram e minha boca sentiu gosto, amargo e doce, frio e quente, porém sou morno, feito de ferro fundido, trancado para fora de casa em noite de frio.
De repente parei de crescer, vi o mundo me engolir e me vomitar como comida estragada, felicidade passageira e tristeza infinita, fui pequeno, medio e grande, mas agora sou um reflexo de uma sombra, expulsa e crua.
Morri, frio e escuro, lagrimas jogadas fora de mulheres que não se lembram de mim e nem do meu rosto magoado. Canalha que sou disfarcei-me de morto, não esperando de verdade morrer, mas morri e agora estou aqui.
Eu parei de crescer...
Thursday, February 09, 2006
A CASA VELHA
Olha só a casa velha com suas paredes humidas, ficou tão para traz que mal podia reconhecer seu jardim florido e sua rosas sem espinhos. Vejam voces como é a vida, vejam voces o morador da casa velha sentado na calçada chorando, da pena, ele é triste pois deixou a casa ficar velha.
Que coisa os vizinhos parecem não se importar, nem pedem mais nada emprestado, só ficam a olhar a casa velha e seus olhos são de espanto e temor, temem por suas casas novas que nem a chuva pode molhar...e dizem uns para os outros, "como pode ter ficado assim essa casa tão linda?".
Não havia guerra nem tremores de terra, não havia vento nem contra tempos, não havia mal nem nada anormal, mas ficou velha a casa velha e está para cair.
Sigo minha rua sentido minha casa, deixo para traz o homem a chorar, se lamentando pelo que não pode dar, sinceridade foi cara e não pode pagar. Sigo pensativo refletindo sobre a cena, quem me dera um poema colocado no papel, me tire do peito a pena...e deixe-nos prontos e a espera, para entrar na casa velha.
Que coisa os vizinhos parecem não se importar, nem pedem mais nada emprestado, só ficam a olhar a casa velha e seus olhos são de espanto e temor, temem por suas casas novas que nem a chuva pode molhar...e dizem uns para os outros, "como pode ter ficado assim essa casa tão linda?".
Não havia guerra nem tremores de terra, não havia vento nem contra tempos, não havia mal nem nada anormal, mas ficou velha a casa velha e está para cair.
Sigo minha rua sentido minha casa, deixo para traz o homem a chorar, se lamentando pelo que não pode dar, sinceridade foi cara e não pode pagar. Sigo pensativo refletindo sobre a cena, quem me dera um poema colocado no papel, me tire do peito a pena...e deixe-nos prontos e a espera, para entrar na casa velha.
FAZ FALTA...
Vou arrancar meu coraçao para não sentir amor, quero joga-lo ao chao e com meu pé esquerdo acabar . Um só golpe e todas as lembranças acabam, todas as mentiras não ditas e as promessas não cumpridas, tudo se vai com se nunca tivesse vindo...facil e simples, dolorido mas eficiente.
Faz tanto calor e o quarto parece menor que o normal, as paredes me esmagam e não tenho janelas, não sei se é dia ou noite, mau sei em que ano estamos...aja vida ou não, importa?
Faz falta os dias passados, as noites sem dormir conversando sobre a vida...musica e rizadas, juras de amor para uma pessoa longe, tão longe. Sua voz era doce, seu jeito meigo e simples me faziam sonhar com melhores tempos e me fizeram esquecer que amar dói tanto, mas me lembrei agora.
Faz falta sonhar, faz muita falta sonhar com uma utopia, pensar do possivel impossivel de duas pessoas se encontrarem e de uma certa forma voltar se se ver depois de tempos, depois que saimos do céu e cruelmemte separados tomamos rumos opostos.
Faz falta uma noite de chuva sem lua...e de esperar por uma vida.
Faz tanto calor e o quarto parece menor que o normal, as paredes me esmagam e não tenho janelas, não sei se é dia ou noite, mau sei em que ano estamos...aja vida ou não, importa?
Faz falta os dias passados, as noites sem dormir conversando sobre a vida...musica e rizadas, juras de amor para uma pessoa longe, tão longe. Sua voz era doce, seu jeito meigo e simples me faziam sonhar com melhores tempos e me fizeram esquecer que amar dói tanto, mas me lembrei agora.
Faz falta sonhar, faz muita falta sonhar com uma utopia, pensar do possivel impossivel de duas pessoas se encontrarem e de uma certa forma voltar se se ver depois de tempos, depois que saimos do céu e cruelmemte separados tomamos rumos opostos.
Faz falta uma noite de chuva sem lua...e de esperar por uma vida.
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